Conheci a minha Salvação!

Publicado em: 23 de fevereiro de 2018


Eu me chamo Issac Bruno de Faria, tenho 26 anos e tenho uma filha de 7 anos que se chama Giovana.

Vim de uma família humilde, porém muito católica. Aos 16 anos conheci “amigos” que me apresentaram ao mundo das drogas. Usei cocaína durante 9 anos e no início eu pensava só em “curtição”, achava que tinha controle sobre aquela situação, usava somente nos finais de semana. Com o decorrer do tempo, já não aguentava ficar nem um dia sem drogas, trabalhava muito o dia todo, debaixo de um sol escaldante, mas o dinheiro da semana era todo para comprar drogas. Ficava alucinado com aquela situação. Nas sextas-feiras, saía de casa para a rua e só voltava no domingo, como se não precisasse de ninguém. Não avisava meus pais onde eu estava, eles ficavam quase loucos de tanta preocupação.

Minha mãe passava as noites em claro, só pensando que tinham até me matado. Quando eu chegava em casa, ainda sob o efeito das drogas, pensava que aquilo tudo era normal e que eu estava certo.

Minha filha passava os finais de semana comigo e eu nem a via, porque não parava em casa e nem me preocupava com ela.

Meus pais sempre me alertavam sobre os perigos do mundo das drogas, mas eu achava aquelas palavras uma “chatice”. Minha família, principalmente meu pai, me dizia que eu precisava de ajuda médica, psicológica, mas eu entendia a gravidade da situação.

Certo dia, recebi a notícia de que meu pai havia suicidado. Nesse momento eu perdi o chão. Pensei em parar com as drogas porque não queria perder mais ninguém, mas com o passar do tempo aquele vazio só aumentou. Comecei a usar mais drogas e perdi a vontade de viver. Acabei descobrindo que meu domínio e amor próprio era dirigido pelas drogas. Nunca cheguei a roubar, mas já não estava conseguindo mais trabalhar. Trancava-me no quarto por mais de três dias, sem comer, usando cocaína dia e noite. Certo dia, aproximando-se do Natal, vendo minha mãe numa tristeza profunda decidi que não queria perder mais uma pessoa querida em minha vida. Então pensei: “O que estou fazendo da minha vida?”. Peguei o resto de cocaína que estava no meu quarto e entreguei para minha mãe e disse pra ela: “Eu preciso de ajuda, mãe!”. Com um sorriso nos lábios minha mãe ligou para minha irmã e todos de minha família me apoiaram.

Então fui acolhido pela Comunidade Sacramento de Amor, onde conheci a minha salvação. Hoje faz um ano e dois meses que estou limpo das drogas e consigo ver o mundo de uma forma diferente. Não tem preço que pague uma família unida, harmoniosa e a felicidade no olhar de minha mãe. Recuperei o respeito, o afeto da minha filha e a sobriedade para educá-la nos princípios de Deus.

Hoje, vou à Santa Missa todos os domingos, rezo o terço diariamente, participo dos grupos de orações, tenho um ótimo emprego onde todos gostam de mim e me respeitam. Estou alcançando pouco a pouco os meus objetivos e sei que onde meu pai estiver ele está feliz porque me tornei o homem que ele sempre sonhou.

Hoje enfim, posso dizer: Sacramento de Amor, somos nós!

Fonte: Assessoria de Comunicação

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